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BRASIL, Sul, TIMBO, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Livros, Cinema e vídeo MSN - gabriele.tscha@hotmail.com
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Devaneios de Gabriele
Livros
Direção de Arte em Propaganda – Newton Cesar
Em Direção de Arte em Propaganda, Newton Cesar apresenta o básico da informação para quem está iniciando ou pretende seguir carreira nesta área. Sua principal preocupação é em não abordar propaganda de uma maneira geral, mas em tratar de situações específicas que um diretor de arte vive em seu dia-a-dia. Segundo ele, já existem muitos livros muito bons sobre propaganda e sua proposta é diferente.
Cesar possui experiência escrevendo ficção, o que fez com que importasse para este livro acadêmico sua linguagem simples e encantadora, que prende o leitor. Nele, dá dicas na elaboração de variados tipos de peças gráficas e eletrônicas, expondo as características individuais que cada meio exige. Além disso, aborda informações sobre produção e veiculação, apenas as essenciais ao trabalho dentro da agência.
A melhor qualidade de Direção de Arte em Propaganda é não pretender tornar-se um manual rígido a ser seguido. Ao longo de toda a obra o autor sempre lembra que tudo depende do público, do produto, do tamanho do cliente. Existem muitos fatores que podem influenciar a criação e é aí que páram as regras e entra o feeling e o talento do profissional, além de muito bom senso, segundo repete diversas vezes Newton Cesar.
Enfim, esta é uma obra que nenhum publicitário pode deixar de ler. Com certeza, oferece toda a estrutura para um diretor de arte desenvolver seu trabalho básico. Mas serve também como uma abordagem para que redatores, atendimentos, mídias e demais departamentos compreendam como funciona este mundo tão peculiar. Direção de Arte em Propaganda pode ser a porta para que haja mais compreensão e harmonia entre os setores da agência. Isto pode poupar tempo e gerar trabalhos ainda melhores, para o diretor de arte, para o atendimento, para o redator, o dono da agência, o cliente e todos aqueles que adoram dar palpites no layout.
Escrito por *Gabriele Tschá* às 12h18
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A Hora da Verdade (Moments of Truth) – Jan Carlzon

Jan Carlzon foi o mais jovem presidente de uma companhia aérea no mundo no início dos anos 80. Neste livro, ele conta sua experiência no comando das três últimas empresas onde trabalhou, todas do ramo de viagens.
Mais do que tentar ensinar regras, ele dedica-se a contar de forma simples, porém bem estruturada, sua experiência como líder. Sincero, demonstra situações de extraordinário sucesso, mas também momentos de erros e a dificuldade em corrigi-los.
Apesar da experiência de Carlzon ser no ramo aéreo, seus métodos mostram-se muito úteis para serem aplicados em qualquer tipo de empresa. Para as empresas de pequeno porte, basta aplicar os princípios expostos nos primeiros capítulos, quando o autor dá uma visão geral de seu método de trabalho. Nos capítulos centrais são expostos detalhes setoriais que possuem mais valor às grandes empresas. Em sua conclusão, faz um apanhado geral, um breve resumo e finaliza com palavras de incentivo à mudança.
Esta é realmente uma obra que mostra na prática como ser um líder. Muito diferente dos atuais bestsellers de auto-ajuda, que não passam de manuais inaplicáveis.
Escrito por *Gabriele Tschá* às 19h03
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As Cinco Pessoas que Você encontra no Céu - Mitch Albom

Está cada vez mais difícil classificar livros de romance e auto-ajuda, pois cada vez mais uma categoria se mistura à outra. É o caso de As Cinco Pessoas que Você encontra no Céu, que dá conselhos de forma sutil, através do exemplo, sem usar aqueles imperativos desagradáveis.
Ed é um homem velho, insatisfeito com a vida que levou, e conformado com o que restou dela. Ao morrer, num trágico acidente no parque onde trabalha, vai para o Céu, onde encontrará cinco pessoas que o ajudarão a entender o verdadeiro significado de sua longa estadia na Terra.
Vale como leitura para o lazer, já que os conselhos estão tão bem escondidos, e o leitor se torna tão envolvido na trama, que é preciso dedicar atenção para reconhecê-los. Mas, no final das contas, toda leitura pode ser considerada de auto-ajuda de certa maneira.
Escrito por *Gabriele Tschá* às 17h50
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O Diário da Princesa - Meg Cabot

Quem pensa que a regra “o livro é melhor que o filme” não tem exceção, é porque nunca leu O Diário da Princesa. Não que o livro seja ruim, mas a Disney conseguiu melhorar a trama significativamente em sua versão cinematográfica.
A versão impressa deixa a desejar no quesito coerência. O fato de Mia passar as férias de verão num castelo, ser apanhada por uma limusine e, mesmo assim, não perceber que é uma princesa é pôr em dúvida a inteligência humana. Além disso, a falta de riqueza em detalhes proporcionou à versão cinematográfica a adaptação de mais de um livro no mesmo filme. Isto não é propriamente um problema para o livro, já que este é em forma de diário e, portanto, envolve mais a descrição de sentimentos e nem tanto de fatos.
Enfim, para aqueles que gostam de ler o livro e ver sua versão em filme para comparar, a dica é: leia o livro antes de ver o filme, porque se fizer o contrário, corre grande risco de decepção.
Escrito por *Gabriele Tschá* às 17h11
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Quando Nietzsche chorou - Irvin D. Yalom

Natural e envolvente, Quando Nietzsche chorou deixa dúvidas sobre fatos reais e fictícios, tamanha a fidelidade que o autor manteve com relação às personalidades das personagens.
O livro todo vale a pena, no entanto, por apenas cinco páginas: a nota final do autor. É ali que é revelada a veracidade ou não dos fatos narrados. Mais surpreendente é quando o autor revela que não há registros de que Nietzsche e Breuer tenham se encontrado na vida real, embora tenham sido dois grandes homens que viveram na mesma época.
Por isso, a obra deixa aquela sensação que só comprova sua perfeição, aquela em que ao fechar o livro, pensa-se: "Como não tive esta idéia antes?" Dois homens brilhantes em seu tempo, mas que nunca se encontraram. Imagine como seria um encontro entre eles. Brilhante mesmo é Irvin Yalom, um homem que pode entrar para a história como um dos grandes de nosso tempo.
Enfim, por traz de toda esta trama bem elaborada, realidade transformada em romance, o livro possui também um aspecto informativo e esclarecedor. É nada mais que uma abordagem simples e sem rodeios de como teria se dado o surgimento da psicanálise e como ela funciona até hoje. Chega a ter também uma leve pitada de humor ao incluir nos diálogos alusões de que as personagens teriam previsto acontecimentos futuros que realmente se concretizaram.
Acho que não há mais nada a dizer, a não ser que Quando Nietzsche chorou é uma obra completa.
Escrito por *Gabriele Tschá* às 11h12
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Incidente em Antares - Érico Veríssimo

Como já é marca de Veríssimo, Incidente em Antares nem precisaria das denominações "parte 1" e "parte 2" para que qualquer um percebesse esta divisão. A primeira fase é um retrato caricata da história política no Brasil da Proclamação da República a 1963. Vista da ótica dos antigos coronéis, que mandavam e desmandavam nas cidades do interior, aborda de forma sutil e impressionantemente literária o correr dos anos para duas famílias de Antares, cidade fictícia na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. As gerações se sucedem até chegar ao incidente do título.
Neste momento, a história dá uma reviravolta completa e praticamente inicia-se novamente, tomando nova postura. Deixa-se de lado aquele ar sério e burocrático dos acontecimentos políticos, para iniciar-se a narrativa intrigante de um acontecimento sobrenatural. Em meio a toda a atmosfera de susto e descrença estão disfarçados escândalos cotidianos dos habitantes daquela pacata cidade. Do início repentino à resolução do incidente, Antares fica sem fôlego.
Tudo isto para um fim surpreendente. A surpresa está simplesmente em não ter nada de anormal. A primeira parte é tão esclarecedora, e a segunda, tão envolvente, que esquecemos de imaginar o fim óbvio. Este acaba nos surpreendendo, ao melhor estilo sutileza de Veríssimo.
Escrito por *Gabriele Tschá* às 17h11
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